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Freguesia de Olaia - Site Oficial
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Cemitério
Regimento
  Cemitério

CAPÍTULO I

DEFINIÇÕES E NORMAS DE LEGITIMIDADE

Artigo 1.º
( Definições )

            Para efeitos do presente Regulamento, considera-se:

a)   Autoridade de polícia: a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública;

b)   Autoridade de saúde: o delegado regional de saúde, o delegado concelhio de saúde ou os seus adjuntos;

c)   Autoridade judiciária: o juiz de instrução e o Ministério Público, cada um relativamente aos actos processuais que cabem na sua competência;

d)   Remoção: o levantamento de cadáver do local onde ocorreu ou foi verificado o óbito e o seu subsequente transporte, a fim de se proceder à sua inumação ou cremação;

e)   Inumação: a colocação de cadáver em sepultura, jazigo ou local de consumpção aeróbia;

f)     Exumação: a abertura de sepultura, local de consumpção aeróbia ou caixão de metal onde se encontra inumado o cadáver:

g)   Transladação: o transporte de cadáver inumado em jazigo ou ossadas para local diferente daquele em que se encontra, a fim de serem de novo inumados, cremados ou colocados em ossário;

h)   Cremação: a redução de cadáver ou ossadas a cinzas;

i)     Cadáver: o corpo humano após a morte, até estarem terminados os fenómenos de destruição da matéria orgânica;

j)     Ossadas: o que resta do corpo humano uma vez terminado o processo de mineralização do esqueleto:

k)   Viatura e recipiente apropriados: aqueles em que seja possível proceder ao transporte de cadáveres, ossadas, cinzas, fetos mortos ou recém nascidos falecidos no período neonatal precoce, em condições de segurança e de respeito pela dignidade humana;

l)     Período neonatal precoce: as primeiras cento e sessenta e oito horas de vida;

m)  Depósito: colocação de urnas contendo restos mortais em ossários e jazigos;

n)   Ossário: construção destinada ao depósito de urnas contendo restos mortais, predominantemente ossadas;

o)    Restos mortais: cadáver, ossada e cinzas;

p)   Talhão: área continua destinada a sepulturas unicamente delimitada por ruas, podendo ser constituída por uma ou várias secções.

Artigo 2.º
( Legitimidade )

               

1. Têm legitimidade para requerer a prática de actos previstos neste Regulamento, sucessivamente:

a)   O testamenteiro, em cumprimento de disposição testamentária;

b)   O cônjuge sobrevivo;

c)   A pessoa que vivia com o falecido em condições análogas aos dos cônjuges;

d)   Qualquer herdeiro;

e)   Qualquer familiar;

f)     Qualquer  pessoa ou entidade.

2. Se o falecido não tiver nacionalidade portuguesa, tem também legitimidade o representante diplomático ou consular do país da sua nacionalidade.

3. O requerimento para a prática desses actos pode também ser apresentado por pessoa munida de procuração com poderes especiais para esse efeito, passada por quem tiver legitimidade nos termos dos números anteriores.

CAPÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS

SECÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 3.º
( Âmbito )

1.   Os cemitérios da Freguesia de Olaia, destinam-se à inumação e cremação dos cadáveres de indivíduos falecidos na área da Freguesia de Olaia do Município de Torres Novas.

2.   Poderão ainda ser inumados ou cremados nos Cemitérios da Freguesia de Olaia, observadas, quando for caso disso, as disposições legais e regulamentares:

a)   Os cadáveres de indivíduos falecidos em freguesias do Município quando, por motivo de insuficiência de terreno, comprovada por escrito pelo Presidente da Junta de Freguesia respectiva, não seja possível a inumação nos respectivos cemitérios de freguesia;

b)   Os cadáveres de indivíduos falecidos fora da área da freguesia que se destinem a jazigos particulares ou sepulturas perpétuas;

c)   Os cadáveres de indivíduos falecidos fora da área do Freguesia, mas que tivessem à data da morte o seu domicílio habitual na área deste;

d)   Os cadáveres de indivíduos não abrangidos nas alíneas anteriores, em face das circunstâncias que se reputem ponderosas e mediante autorização do Presidente da Junta de Freguesia.

SECÇÃO II

DOS SERVIÇOS

Artigo 4.º
( Serviço de recepção e Inumação de Cadáveres )

Os serviços de recepção e inumação de cadáveres estão sob a responsabilidade do Presidente da Junta de Freguesia ou por quem o legalmente o substituir, ao qual compete cumprir, fazer cumprir e fiscalizar as disposições do presente Regulamento, das leis e regulamentos gerais, das deliberações da Junta de Freguesia e as ordens dos seus superiores relacionados com aqueles serviços.

Artigo 5.º
( Serviços de registo e expediente geral )

Os serviços de registo e expediente geral estarão a cargo da Secretaria da Junta de Freguesia, onde existirão, para o efeito, livros de registo de inumações, cremações, exumações, trasladações, e concessões de terrenos, e quaisquer outros considerados necessários ao bom funcionamento dos serviços.

SECÇÃO III

DO FUNCIONAMENTO

Artigo 6.º
( Horário de funcionamento )

1.   Os cemitérios da Freguesia de Olaia funcionam todos os dias, sendo o horário de funcionamento estabelecido pela Junta, em edital. Para efeito de inumação de restos mortais, o corpo terá que dar entrada até 30 minutos antes do seu encerramento.

2.   Os cadáveres que derem entrada fora do horário estabelecido, ficarão em depósito, aguardando a inumação ou cremação dentro das horas regulamentares, salvos casos especiais, em que, mediante autorização do Presidente da Junta de Freguesia, poderão ser imediatamente inumados ou cremados.

CAPÍTULO III

DA REMOÇÃO

Artigo 7.º
( Remoção )

À remoção de cadáveres são aplicáveis as regras consignadas no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 411/98.

CAPÍTULO IV

DO TRANSPORTE

Artigo 8.º
( Regime aplicável )

Ao transporte de cadáveres, ossadas, cinzas, peças anatómicas, fetos mortos e de recém nascidos, são aplicáveis as regras constantes dos artigos 6.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 411/98.

CAPÍTULO V

DAS INUMAÇÕES

SECÇÃO I

DISPOSIÇÕES COMUNS

Artigo 9.º
( Locais de inumação )

              

1.   As inumações são efectuadas em sepulturas temporárias, perpétuas e talhões privativos, em jazigos e ossários particulares ou da freguesia e em locais de consumpção aeróbia de cadáveres.

2.   Excepcionalmente e mediante autorização da Junta de Freguesia, poderá ser permitido:

a)   A inumação em locais especiais ou reservados a pessoas de determinadas categorias, nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa;

b)   A inumação em capelas privativas, situadas fora dos aglomerados populacionais e tradicionalmente destinados ao depósito do cadáver ou ossadas dos familiares dos respectivos proprietários.

3.   Poderão ser concedidos talhões privativos a comunidades religiosas com práxis mortuárias específicas, mediante requerimento fundamentado, dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia, e acompanhado dos estudos necessários e suficientes à boa compreensão da organização do espaço e das construções nele previstas, bem como garantias de manutenção e limpeza.

Artigo 10.º
( Inumações fora de cemitério público )

               

1.   Nas situações constantes do n.º 2 do artigo anterior, o pedido de autorização é dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia, mediante requerimento, por qualquer das pessoas referidas no artigo 2.º, dele devendo constar:

a)   Identificação do requerente;

b)   Indicação exacta do local onde se pretende inumar ou depositar ossadas;

c)   Fundamentação adequada da pretensão, nomeadamente ao nível da escolha do local.

2.   A inumação fora de cemitério público é acompanhada por um responsável adstrito aos serviços do cemitério da freguesia.

Artigo 11.º
( Modos de inumação )

               

1.   Os cadáveres a inumar serão encerrados em caixões de madeira ou de zinco.

2.   Os caixões de zinco devem ser hermeticamente fechados, para o que serão soldados, no cemitério, perante o funcionário responsável.

3.   Sem prejuízo do número anterior, a pedido dos interessados, e quando a disponibilidade dos serviços o permitir, pode a soldagem do caixão efectuar-se  com a presença de um representante do Presidente da Junta de Freguesia, no local donde partirá o féretro.

4.   Antes de definitivo encerramento, devem ser depositadas nas urnas materiais que acelerem a decomposição do cadáver ou colocados filtros depuradores e dispositivos adequados a impedir a pressão dos gases no seu interior, consoante se trate de inumação em sepultura ou em jazigo.

Artigo 12.º
( Prazos de inumação )

               

1.   Nenhum cadáver será inumado nem encerrado em caixão de zinco antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o falecimento.

2.   Quando não haja lugar à realização de autópsia, médico legal, e houver perigo para a saúde pública, a autoridade de saúde pode ordenar, por escrito, que se proceda à inumação, encerramento em caixão de zinco ou colocação do cadáver em câmara frigorífica, antes de decorrido o prazo previsto no número anterior.

3.   Um cadáver deve ser inumado dentro dos seguintes prazos máximos:

a)   Em setenta e duas horas, se imediatamente após a verificação do óbito tiver sido entregue a uma das pessoas indicadas no artigo 2.º do presente regulamento;

b)   Em setenta e duas horas, a contar da entrada em território nacional, quando o óbito tenha ocorrido no estrangeiro;

c)   Em quarenta e oito horas após o termo da autópsia médico-legal ou clínica;

d)   Em vinte e quatro horas, nas situações referidas no n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-lei n.º 411/98;

e)   Até trinta dias sobre a data da verificação do óbito, se não foi possível assegurar a entrega do cadáver a qualquer das pessoas ou entidades indicadas no artigo 2.º deste regulamento.

Artigo 13.º
( Condições para a inumação )

Nenhum cadáver poderá ser inumado sem que, para além de respeitados os prazos referidos no artigo anterior, previamente tenha sido lavrado o respectivo assento ou auto de declaração de óbito ou emitido o boletim de óbito.

Artigo 14.º
( Autorização de inumação )

1.   A inumação de um cadáver depende de autorização da Junta de Freguesia, a requerimento das pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2.º.

2.   O requerimento a que se refere o número anterior obedece ao modelo previsto no Anexo II do Decreto-Lei n.º 411/98, devendo ser instruído com os seguintes documentos:

a)   Assento, auto de declaração de óbito ou boletim de óbito;

b)   Autorização da autoridade de saúde, nos casos em que haja necessidade de inumação antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o óbito;

c)   Os documentos a que alude o artigo 49.º deste regulamento, quando os restos mortais se destinem ser inumados em jazigo particular ou sepultura perpétua.  

Artigo 15.º
(Tramitação)

   

1.º O requerimento e os documentos referidos no número anterior são apresentados à Junta Freguesia, através do responsável por quem estiver encarregado da realização do funeral.

2.º Cumpridas estas obrigações e pagas as taxas que forem devidas, a Junta Freguesia emite guia de modelo previamente aprovado, cujo original entrega ao encarregado do funeral.

3.º Não se efectuará a inumação sem que aos serviços de recepção afectos ao cemitério seja apresentado o original da guia a que se refere o número anterior.

4.º O documento referido no número anterior será registado no livro de inumações, mencionando-se  o seu número de ordem, bem como a data de entrada do cadáver ou ossadas no cemitério.

Artigo 16.º
( Insuficiência da documentação )

 

1.º Os cadáveres  deverão ser acompanhados de documentação comprovativa do cumprimento das formalidades legais.

2.º Na falta ou insuficiência da documentação legal, os cadáveres ficarão em depósito até que esta esteja devidamente regularizada.

3.º Decorridas vinte e quatro horas sobre o depósito ou, em qualquer momento, em que se verifique o adiantado estado de decomposição do cadáver, sem que tenha sido apresentada documentação em falta, os serviços comunicarão imediatamente o caso às autoridades sanitárias ou policiais para que tomem as providências adequadas.

SECÇÃO II

Das inumações em sepulturas

Artigo 17.º
( Sepultura comum não identificada )

                É proibida a inumação em sepultura comum não identificada, salvo:

a)   Em situação de calamidade pública;

b)   Tratando-se de fetos mortos abandonados ou de peças anatómicas.

Artigo 18.º
( Classificação )

                1. As sepulturas classificam-se em temporárias e perpétuas:

a)   São temporárias as sepulturas para inumação por cinco anos, findos os quais poderá proceder-se à exumação.

b)   São perpétuas aquelas cuja utilização foi exclusiva e perpetuamente concedida mediante requerimento dos interessados, para utilização imediata.

2.   As sepulturas perpétuas devem localizar-se em talhões distintos dos destinados a sepulturas temporárias, dependendo a alteração da natureza dos talhões de deliberação da Junta Freguesia.

Artigo 19.º
( Dimensões )

As sepulturas terão, em planta, a forma rectangular, obedecendo às seguintes dimensões mínimas:

  Para adultos

Comprimento ----------- 2m
Largura ------------------  0,70m
Profundidade ----------  1,15m

  Para crianças

Comprimento ---------- 1m
Largura ------------------ 0,65m
Profundidade----------- 1m.

Artigo 20.º
( Organização do espaço )

1. As sepulturas, devidamente numeradas, agrupar-se-ão em talhões ou secções tanto quanto possível rectangulares.

3.   Procurar-se-á o melhor aproveitamento do terreno, não podendo porém, os intervalos entre as sepulturas e entre estas e os lados de talhões ser inferiores a 0,40m, e mantendo-se, para cada sepultura, acesso com o mínimo de 0,60m de largura, nem os seus intervalos ou acessos revestidos de qualquer material.

Artigo 21.º
( Enterramento de crianças )

Além de talhões privativos que se considerem justificados, haverá secções para o enterramento de crianças separadas dos locais que se destinam aos adultos.

Artigo 22.º
( Sepulturas temporárias )

 

É proibido o enterramento nas sepulturas temporárias de madeiras muito densas, dificilmente deterioráveis ou nas quais tenham sido aplicadas tintas e vernizes que demorem a sua destruição.

Artigo 23.º
( Sepulturas perpétuas )

1. Nas sepulturas perpétuas é permitida a inumação em caixões de madeira.

2. Para efeitos de nova inumação, poderá proceder-se à exumação decorrido no prazo legal de cinco anos, desde que nas inumações anteriores se tenha utilizado caixão próprio para  inumação temporária.

3. Nas sepulturas perpétuas é permitida a inumação num prazo inferior ao legal (5 anos) desde que a anterior  inumação seja depositada a mais de 1,50 m. de profundidade.

Secção III

DAS INUMAÇÕES EM JAZIGOS

Artigo 24.º
( Espécies de jazigos) )

1.   Os jazigos podem ser de três espécies:

a)   Subterrâneos - aproveitando apenas o subsolo;

b)   Capelas - constituídos somente por edificações acima do solo;

c)   Mistos - dos dois tipos anteriores, conjuntamente.

2. Os jazigos ossários essencialmente destinados ao depósito de ossadas, poderão ter dimensões inferiores às dos jazigos normais.

Artigo 25.º
( Inumação em jazigo )

Para a inumação em jazigo o cadáver deve ser encerrado em caixão de zinco, tendo a folha empregada no seu fabrico a espessura mínima  de 0,4 mm.

Artigo 26.º
( Deteriorações )

1.   Quando um caixão depositado em jazigo apresenta rotura ou qualquer outra deterioração, serão os interessados avisados a fim de o mandarem reparar, marcando-se-lhes, para o efeito, o prazo julgado conveniente.

2.   Em caso de urgência, ou quando não se efectue a reparação prevista no número anterior, a Junta de Freguesia efectuá-la-á, correndo as despesas por conta dos interessados.

3. Quando não possa reparar-se convenientemente o caixão deteriorado, encerrar-se-á

noutro caixão de Zinco ou será removido para sepultura, à escolha dos interessados ou por decisão do Presidente da Junta de Freguesia, tendo esta lugar em casos de manifesta urgência ou sempre que aqueles não se pronunciem dentro do prazo que lhes for fixado para optarem por uma das referidas soluções.

 

SECÇÃO IV

INUMAÇÕES EM LOCAL DE CONSUMPÇÃO AERÓBIA

Artigo 27.º
( Consumpção aeróbia )

A inumação em local de consumpção aeróbia de cadáveres obedece às regras definidas por portaria conjunta dos Ministros do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território, da Saúde e do Ambiente.

 

CAPÍTULO VI

DA CREMAÇÃO

Artigo 28.º
(Prazos)

1.   Nenhum cadáver será cremado antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o falecimento.

2.   Quando não haja lugar à realização de autópsia médico-legal e houver perigo para a saúde pública, a autoridade de saúde pode ordenar, por escrito, que se procede à cremação, antes de decorrido o prazo previsto no número anterior.

3.   Um cadáver deve ser cremado dentro dos seguintes prazos máximos:

a)   Em setenta e duas horas, se imediatamente após verificação do óbito tiver sido entregue a uma das pessoas no artigo 2.º do presente regulamento.

b)   Em setenta e duas horas, a contar da entrada em território nacional, quando o óbito tenha ocorrido no estrangeiro;

c)   Em quarenta e oito horas após o termo da autópsia médico-legal ou clínica, sendo neste caso, necessária autorização da autoridade judiciária;

d)   Em vinte e quatro horas, nas situações referidas no n.º1 do artigo 5.º do Decreto-lei n.º 411/98;

               

Artigo 29.º
( Locais de cremação )

A cremação é feita em cemitério que disponha de equipamento que obedeça às regras definidas em portaria conjunta dos Ministros do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território, da Saúde e do Ambiente.

Artigo 30.º
( Âmbito )

1.   Podem ser cremados cadáveres não inumados, cadáveres exumados, ossadas, fetos mortos e peças anatómicas.

2.   A Junta de Freguesia pode ordenar a cremação de:

a)   Cadáveres já inumadas ou ossadas que tenham sido considerados abandonados;

b)   Cadáveres ou ossadas que estejam inumados em locais ou construções que tenham sido considerados abandonados;

c)   Quaisquer cadáveres ou ossadas, em caso de calamidade pública;

d)   Fetos mortos abandonados e peças anatómicas.

Artigo 31.º
( Condições para a cremação )

Nenhum cadáver poderá ser cremado sem que, para além dos prazos referidos no artigo 28.º, previamente tenha sido lavrado o respectivo assento ou auto de declaração de óbito ou emitido o boletim de óbito.

Artigo 32.º
( Autorização de cremação )

1.   A cremação de um cadáver dependente de autorização da Junta de Freguesia, a requerimento das pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2.º.

2.   O requerimento a que se refere o número anterior obedece ao modelo previsto no Anexo II do Decreto-Lei n.º 411/98, devendo ser instruído com Os seguintes documentos:

a)   Assento, auto de declaração de óbito ou boletim de óbito;

b)   Autorização da autoridade judiciária, nos casos em que o cadáver tiver sido objecto de autópsia médico-legal;

c)   Autorização da autoridade de saúde, nos casos em que haja necessidade de cremação antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o óbito.

Artigo 33.º
( Tramitação )

1.   O requerimento e os documentos referidos no número anterior são apresentados à Junta Freguesia, através do responsável por quem estiver encarregado da realização do funeral.

2.   Cumpridas estas obrigações e pagas as taxas que forem devidas, a Junta Freguesia emite guia de modelo previamente aprovado, cujo original entrega ao encarregado do funeral.

3.   Não se efectuará a cremação sem que aos serviços de recepção afectos ao cemitério seja apresentado o original da guia a que se refere o número anterior.

4.   O documento referido ao número anterior será registado no livro de cremações, mencionando-se seu número de ordem, bem como a data de entrada do cadáver ou ossadas no cemitério.

Artigo 34.º
( Insuficiência da documentação )

1.   Os cadáveres deverão ser acompanhados de documentação comprovativa do cumprimento das formalidades legais.

2.   Na falta ou insuficiência da documentação legal, os cadáveres ficarão em depósito até que esta esteja devidamente regularizada.

3.   Decorridas vinte e quatro horas sobre o depósito ou, em qualquer momento, em que se verifique o adiantado estado de decomposição do cadáver, sem que tenha sido apresentada documentação em falta, os serviços comunicarão imediatamente o caso às autoridades sanitárias ou policiais para que tomem as providências adequadas.

Artigo 35.º
( Materiais utilizados) )

Os cadáveres destinados a ser cremados serão envolvidos em vestes muito simples, e encerrados em caixões de madeira facilmente destrutível por acção do calor.

Artigo 36.º
( Comunicação da cremação )

Os serviços responsáveis da Junta Freguesia procederão à comunicação para os efeitos previstos na alínea b) do artigo 71.º do Código do Registo Civil.

Artigo 37.º
( Destino das cinzas )

1.   As cinzas resultantes da cremação podem ser colocadas em cendrário, sepultura, jazigo, ossário ou columbário, dentro de urnas cinerárias hermeticamente fechadas.

2.   Podem ainda as cinzas ser entregues, dentro de recipiente apropriado, a quem requereu a cremação, sendo livre o seu destino final.

3.   As cinzas resultantes da cremação ordenada pela Junta Freguesia, nos termos do n.º2 do artigo 30.º deste regulamento, são colocadas em cendrário.

CAPÍTULO VII

DAS EXUMAÇÕES

Artigo 38.º
( Prazos )

1.   Salvo em cumprimento de mandado da autoridade judiciária, a abertura de qualquer sepultura ou local de consumpção aeróbia só é permitida decorridos cinco anos sobre a inumação.

2.   Se no momento da abertura não estiverem terminados os fenómenos de destruição da matéria orgânica, recobre-se de novo o cadáver, mantendo-o inumado por períodos sucessivos de dois anos até à mineralização do esqueleto.

 Artigo 39.º
( Aviso aos Interessados )

1.º Decorrido o prazo estabelecido no n.º 1 do artigo anterior, proceder-se-á à exumação.

2.º Um mês antes de terminar o período legal de inumação, poderão os Serviços da Junta Freguesia notificar os interessados, se conhecidos, através de carta registada com aviso de recepção, promovendo também a publicação de avisos em dois dos jornais mais lidos da região e afixando editais, convidando os interessados a requerer  no prazo  de trinta dias a exumação ou conservação de ossadas, e, uma vez recebido o requerimento, a comparecer no cemitério no dia e hora que vier a ser fixado para esse fim.

3.º Verificada a oportunidade de exumação, pelo decurso do prazo fixado no número anterior, sem que o ou os interessados alguma diligência tenham promovido no sentido da sua exumação, esta, se praticável, será levada a efeito pelos serviços, considerando-se abandonada a ossada existente.

4.º Às ossadas abandonadas nos termos do número anterior será dado o destino adequado, incluindo a cremação, ou quando não houver inconveniente, inumá-las nas próprias sepulturas, mas a profundidades superiores às indicadas no artigo 19.º.

Artigo 40.º
( Exumação de ossadas em caixões inumados em jazigos)

 

1.   A exumação das ossadas de um caixão inumado em jazigo, só será permitida quando aquele se apresente de tal forma deteriorado que se possa verificar a consumação das partes moles do cadáver.

2.   A consumação a que alude o número anterior será obrigatoriamente verificada pelos Serviços do cemitério.

3.   As ossadas exumadas de caixão que, por manifesta urgência ou vontade dos interessados se tenha removido para sepultura nos termos do artigo 26.º, serão depositados no jazigo originário ou em local acordado com o Serviço de Cemitério.

CAPÍTULO VIII

DAS TRASLADAÇÕES

Artigo 41.º
( Competência)

1.   A trasladação é solicitada ao Presidente da Junta Freguesia, pelas pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2.º deste regulamento, através de requerimento, cujo modelo consta do anexo I ao Decreto-Lei n.º 411/98.

2.   Se a trasladação consistir na mera mudança de local no interior do cemitério é suficiente o deferimento do requerimento previsto no número anterior.

3.   Se a trasladação consistir na mudança para cemitério diferente, deverão os serviços da Junta Freguesia remeter o requerimento referido no n.º 1 do presente artigo para a entidade responsável pela administração do cemitério para o qual vão ser trasladados o cadáver ou as ossadas, cabendo a esta o deferimento da pretensão.

4.   Para cumprimento do estipulado no número anterior, poderão ser usados quaisquer meios, designadamente a notificação postal ou a comunicação via fax.

Artigo 42.º
( Condições da Transladação)

1.   A transladação de cadáver é efectuada em caixão de zinco, devendo a folha empregada no seu fabrico ter a espessura mínima de 0,4 mm.

2.   A transladação de ossadas é efectuada em caixa de zinco com a espessura mínima de 0,4 mm ou de madeira.

3.   Quando a transladação se efectuar para fora do cemitério terá que ser utilizada viatura apropriada e exclusivamente destinada a esse fim.

Artigo 43.º
( Registos e Comunicações )

1.   Nos livros de registo do cemitério, far-se-ão os averbamentos correspondentes às trasladações efectuadas.

2.   Os serviços do cemitério devem igualmente proceder à comunicação para os efeitos previstos na alínea a) do artigo 71 do Código do Registo Civil.

CAPÍTULO IX

DA CONCESSÃO DE TERRENOS

SECÇÃO I

DAS FORMALIDADES

Artigo 44.º
( Concessão )

1.º Os terrenos dos cemitérios podem, mediante autorização do Presidente da Junta Freguesia, ser objecto de concessões de uso privativo, para instalação de sepulturas perpétuas e para a construção de jazigos particulares.

2.º Os terrenos poderão também ser concedidos em hasta pública nos termos e condições especiais que o Presidente da Junta Freguesia vier a fixar.

3.º As concessões de terrenos não conferem aos titulares nenhum título de propriedade ou qualquer direito real, mas somente o direito de aproveitamento com afectação especial e nominativa em conformidade com as leis e regulamentos.

Artigo 45.º
( Pedido )

                O pedido para a concessão de terrenos é dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia e dele deve constar a identificação do requerente, a localização e, quando se destinar a jazigo, a área pretendida.

Artigo 46.º
( Decisão da concessão )

1.   Decidida a concessão, os serviços da Junta de Freguesia notificam o requerente para comparecer no Cemitério a fim de se proceder à demarcação do terreno, sob pena de se considerar caduca a deliberação tomada.

2.   O prazo para pagamento da taxa de concessão é de trinta dias a contar da notificação da decisão.

Artigo 47.º
( Alvará de Concessão )

1.   A concessão de terrenos é titulada por alvará da Junta Freguesia, a emitir aquando do pagamento da taxa de concessão.

2.   Do alvará constarão os elementos de identificação do concessionário, morada, referências do jazigo ou sepultura perpétua, nele devendo mencionar, por averbamento, todas as entradas e saídas de restos mortais.

SECÇÃO II

DOS DIREITOS E DEVERES DOS CONCESSIONÁRIOS

Artigo 48.º
( Prazos de realização de obras )

1.   Sem prejuízo do estabelecido no número dois, a construção de jazigos particulares e o revestimento das sepulturas perpétuas, deverão concluir-se nos prazos fixados ( 1 ano após emissão de Alvará).

2.   Poderá o Presidente da Junta de Freguesia prorrogar estes prazos em casos devidamente justificados.

3.   Caso não sejam respeitados os prazos iniciais ou as suas prorrogações, caducará a concessão, com perda das importâncias pagas, revertendo ainda para a Junta de Freguesia todos os materiais encontrados na obra.

Artigo 49.º

( Autorizações )

1.   As inumações, exumações e trasladações a efectuar em jazigos ou sepulturas perpétuas serão feitas mediante exibição do respectivo título ou alvará e de autorização expressa do concessionário ou de quem legalmente o representar, cujo bilhete de identidade deve ser exibido.

2.   Sendo vários os concessionários, a autorização poderá ser dada por aquele que estiver na posse do título ou alvará, tratando-se de familiares até ao sexto grau, bastando autorização de qualquer deles quando se trate de inumação de cônjuge, ascendente ou descendente de concessionário.

3.   Os restos mortais do concessionário serão inumados independentemente de qualquer autorização.

Artigo 50.º
( Trasladação de restos mortais )

  

1.   O concessionário de jazigo particular pode promover a trasladação dos restos mortais aí depositados a título temporário, depois da publicação de éditos em que aqueles sejam devidamente identificados e onde se avise do dia e hora a que terá lugar a referida trasladação.

2.   A trasladação a que alude este artigo só poderá efectuar-se para outro jazigo ou para ossário da freguesia.

3.   Os restos mortais depositados a título perpétuo não podem ser trasladados por simples vontade do concessionário.

Artigo 51.º
( Obrigações do concessionário do jazigo ou sepultura perpétua )

O concessionário de jazigo ou sepultura perpétua que, a pedido de interessado legítimo, não faculta a respectiva abertura para efeitos de transladação de restos mortais no mesmo inumados será notificado a fazê-lo em dia e hora certa, sob pena de o serviços promoverem a abertura do jazigo. Neste último caso, será lavrado auto do que ocorreu, assinado pelo serventuário que presida ao acto e por duas testemunhas.

CAPÍTULO X

TRANSMISSÕES DE JAZIGOS E SEPULTURAS PERPÉTUAS

Artigo 52.º
( Transmissão)

As transmissões de jazigos e sepulturas perpétuas averbar-se-ão a requerimento dos interessados, instruído nos termos gerais de direito com os documentos comprovativos da transmissão ( escritura de habilitação de herdeiros) e do pagamento dos impostos que forem devidos ao Estado.

Artigo 53.º
( Transmissão por morte )

1.   As transmissões por morte das concessões de jazigos ou sepulturas perpétuas a favor da família do instituidor ou concessionário, são livremente admitidas, nos termos gerais de direito.

2.   As transmissões, no todo ou em parte, a favor de pessoas estranhas à família do instituidor ou concessionário, só serão porém, permitidas, desde que o adquirente declare no pedido de averbamento que se responsabiliza pela perpetuidade da conservação, no próprio jazigo ou sepultura, dos corpos ou ossadas aí existentes, devendo esse compromisso constar daquele averbamento.

Artigo 54.º
( Transmissão por acto entre vivos )

               

1.   As transmissões por actos entre vivos das concessões de jazigos ou sepulturas perpétuas serão livremente admitidas quando neles não existam corpos ou ossadas.

2.   Existindo corpos ou ossadas, a transmissão só poderá ser admitida nos seguintes termos:

a)   Tendo-se procedido à trasladação dos corpos ou ossadas para jazigos, sepulturas ou ossários de carácter perpétuo, a transmissão pode, igualmente, fazer-se livremente;

b)   Não se tendo efectuado aquela trasladação e não sendo a transmissão a favor de cônjuge, descendente ou ascendente do transmitente, a mesma só será permitida desde que qualquer dos instituidores ou concessionários não deseje optar, e o adquirente assuma o compromisso referido no número dois do artigo anterior.

3.   As transmissões previstas nos números anteriores, só serão admitidas, quando sejam passadas mais de cinco anos sobre a sua aquisição pelo transmitente, se este o tiver adquirido por acto entre vivos.

Artigo 55.º
( Autorização )

1.   Verificado o condicionalismo estabelecido no artigo anterior, as transmissões entre vivos dependerão de prévia autorização do Presidente da Junta de Freguesia.

2.   Pela transmissão será paga à Junta Freguesia 50% das taxas de concessão de terrenos que estiveram em vigor relativas à área do jazigo ou sepultura perpétua.

Artigo 56.º
( Averbamento)

O averbamento das transmissões a que se referem os artigos anteriores, será feito mediante exibição da autorização do Presidente da Junta Freguesia e do documento comprovativo da realização da transmissão.

 

Artigo 57.º
( Abandono de jazigo ou sepultura )

Os jazigos que vieram à posse da Junta Freguesia em virtude de caducidade da concessão, e que pelo seu valor arquitectónico ou estado de conservação se considere de manter e preservar, poderão ser mantidos na posse da Junta ou alienados em hasta pública, nos termos e condições especiais que resolver fixar, podendo ainda impor aos arrematantes a construção de um subterrâneo ou sub-piso para receber os restos mortais depositados nesses mesmos jazigos.

 

Capitulo XI

 SEPULTURAS E JAZIGOS ABANDONADOS

Artigo 58.º
( Conceito )

1.   Consideram-se abandonados, podendo declarar-se prescritos a favor da autarquia, os jazigos e sepulturas perpétuas, cujos concessionários não sejam conhecidos ou residam em parte incerta e não exerçam os seus direitos por período superior a dez anos, nem se apresentem a reivindicá-los dentro do prazo de sessenta dias, depois de citados por meio de éditos publicados em dois jornais mais lidos no município e fixados nos lugares de estilo.

2.   Dos éditos constarão os números dos jazigos e sepulturas perpétuas, identificação e data das inumações dos cadáveres ou ossadas que no mesmo se encontrem depositados, bem como o nome do último ou últimos concessionários inscritos que figurarem nos registos.

3.    O prazo referido neste artigo e conta - se a partir da data da última inumação ou da realização das mais recentes obras de conservação ou de beneficiação que nas mencionadas construções tenham sido feitas, sem prejuízo de quaisquer outros actos dos proprietários, ou de situações susceptíveis de interromperem a prescrição, nos termos da lei civil.

4.   Simultaneamente com a citação dos interessados, colocar-se-á no jazigo placa indicativa do abandono.

Artigo 59.º
( Declaração de prescrição )

1.   Decorrido o prazo de sessenta dias previsto no artigo anterior, sem que o concessionário ou seu representante tenha feito cessar a situação de abandono, poderá a Junta Freguesia deliberar a prescrição do jazigo ou sepultura, declarando-se caduca a concessão, à qual será dada a publicidade referida no mesmo artigo.

2.   A declaração de caducidade importa a apropriação pela Junta Freguesia do jazigo ou sepultura.

Artigo 60.º
( Realização de obras )

1.   Quando um jazigo se encontra em ruínas, o que será confirmado por uma comissão constituída por três membros designada pelo Presidente da Junta de Freguesia, desse facto será dado conhecimento aos interessados por meio de carta registada com aviso de recepção, fixado-se-lhes prazo para procederem às obras necessárias.

2.   Na falta de comparência do ou dos concessionários, serão publicados anúncios em dois dos jornais mais lidos da região, dando conta do estado dos jazigos, e identificando, pelos nomes e datas de inumação, os corpos nele depositados, bem como o nome do ou dos últimos concessionários que figurem nos registos.

3.   Se houver perigo iminente de derrocada ou as obras não se realizarem dentro do prazo fixado, pode o Presidente da Junta de Freguesia ordenar a demolição do jazigo, o que se comunicará aos interessados pelas formas previstas neste artigo, ficando a cargo destes a responsabilidade pelo pagamento das respectivas despesas.

4.   Decorrido um ano sobre a demolição de um jazigo sem que os concessionários tenham utilizado o terreno, fazendo nova edificação, é tal situação fundamentação suficiente para ser declarada a prescrição da concessão

Artigo 61.º
( Restos mortais não reclamados )

Os restos mortais existentes em jazigos a demolir ou declarados perdidos, quando deles sejam retirados, inumar-se-ão em  sepulturas a indicar pelo Presidente da Junta de Freguesia, caso não sejam reclamados no prazo que para o efeito for estabelecido.

Artigo 62.º
( Âmbito deste capitulo )

O preceituado neste Capítulo aplica-se, com as necessárias adaptações, às sepulturas perpétuas.

Capitulo XII

CONSTRUÇÕES FUNERÁRIAS

Sessão I

Das obras

Artigo 63.º
( Licenciamento )

1.   O pedido de licença para construção, reconstrução ou modificação de jazigos particulares ou para revestimento de sepulturas  perpétuas, deverá ser formulado pelo com concessionário em requerimento dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia, instruído com o projecto da obra, em duplicado, elaborado por técnico inscrito na Câmara Municipal.

2.   Será dispensada a intervenção de técnico para pequenas alterações que não afectem a estrutura da obra inicial, desde que possam ser definidas em simples descrição integrada no próprio requerimento.

3.   Estão isentas de licença as obras de simples limpeza e beneficiação, desde que não impliquem alterações do aspecto inicial dos jazigos e sepulturas.

Artigo 64.º
( Projecto )

1. Do projecto referido no artigo anterior constarão os elementos seguintes:

a)       Desenhos devidamente cotados, à escala mínima de 1:20;

b)       Memória descritiva da obra, em que se especifiquem as características das fundações, natureza dos materiais a empregar, aparelhos, cor, e quaisquer outros elementos esclarecedores da obra a executar;

c)   Declaração de responsabilidade;

d)   Estimativa orçamental.

2.   Na elaboração e apreciação dos projectos deverá atender-se à sobriedade própria das construções funerárias, exigida pelo fim a que se destinam.

3.   As paredes exteriores dos jazigos só poderão ser construídas com materiais nobres, não se permitindo o revestimento com argamassa de cal ou azulejos, devendo as respectivas obras ser convenientemente executadas.

4.   Salvo em casos excepcionais, na construção de jazigos ou revestimento de sepulturas perpétuas só é permitido o emprego de pedra de uma só cor.

Artigo 65.º
( Requisitos dos jazigos )

1. Os jazigos, da freguesia ou particulares, serão compartimentados em células com as seguintes dimensões mínimas:

Comprimento---------2m
Largura----------------0,75m
Altura-------------------0,55m

2.   Nos jazigos não haverá mais do que cinco células sobrepostas, acima do nível do terreno, ou em cada pavimento, quando se trate de edificação de vários andares, podendo, também, dispor-se em subterrâneos.

3.   Na parte subterrânea dos jazigos exigir-se-ão condições especiais de construção, tendentes a impedir as infiltrações de água e a proporcionar arejamento adequado, fácil acesso e boa iluminação.

4.   Os intervalos laterais entre jazigos a construir terão um mínimo de 0,30 metros.

Artigo 66.º
( Ossários da freguesia )

1. Os ossários da freguesia dividir-se-ão em células com as seguintes dimensões mínimas  interiores:

Comprimento----------0,80m

                               Largura------------------0,50m

                               Altura--------------------0,40m

2.   Nos ossários não haverá mais de sete células sobrepostas acima do nível do terreno, ou em cada pavimento, quando se trate de edificações de vários andares.

3.   Admite-se ainda a construção de ossários subterrâneos, em condições idênticas e com observância do determinado no n.º 3 do artigo anterior

Artigo 67.º
( Jazigos de capela )

1.   Os jazigos de capela não poderão ter dimensões inferiores a 2,00 metros de frente e 2,30 metros de fundo.

2.   Tratando-se de um jazigo destinado apenas à inumação de ossadas, poderá ter o mínimo de 1 metro de frente e 2 metros de fundo.

Artigo 68.º
( Requisitos das sepulturas )

 

As sepulturas perpétuas deverão ser revestidas em cantaria, com a espessura máxima de 0,10 metros.

Artigo 69.º
( Obras de conservação )

1.     Nos jazigos devem efectuar-se obras de conservação pelo menos de oito em oito anos, ou sempre que as circunstâncias o imponham.

2.     Para os efeitos do disposto na parte final do número anterior, e nos termos do artigo 60.º os concessionários serão avisados da necessidade das obras, marcando-se-lhes prazo para a execução destas.

3.     Em caso de urgência ou quando não se respeite o prazo referido no número anterior, pode o Presidente da Junta de Freguesia ordenar directamente as obras, a expensas dos interessados.

4.     Sendo vários os concessionários, consideram-se cada um deles solidariamente responsável pela totalidade das despesas.

5.     Em face de circunstâncias especiais, devidamente comprovadas, poderá o Presidente da Junta de Freguesia prorrogar o prazo a que alude o n.º 1 deste artigo.

Artigo 70.º
( Desconhecimento na morada )

Sempre que o concessionário do jazigo ou sepultura perpétua não tiver indicado na Junta de Freguesia a morada actual, será irrelevante a invocação da falta ou desconhecimento do aviso a que se refere o n.º 2 do artigo anterior.

Artigo 71.º
( Casos omissos )

Em tudo o que neste capítulo não se encontra especialmente regulado aplicar-se-á, com as devidas adaptações, o disposto no Regulamento Geral das Edificações Urbanas.

Sessão II

DOS SINAIS FUNERÁRIOS E DO EMBELEZAMENTO DOS JAZIGOS E SEPULTURAS 

Artigo 72.º
( Sinais funerários )

1.   Nas sepulturas e jazigos permite-se a colocação de cruzes e caixas para coroas, assim como a inscrição de epitáfios e outros sinais funerários  costumados.

2.   Não serão permitidos epitáfios em que se exaltem ideias políticas ou religiosas que possam ferir a susceptibilidade pública, ou que, pela sua redacção, possam considerar-se desrespeitosos ou inadequados.

Artigo 73.º
( Embelezamento )

É permitido embelezar as construções funerárias através de revestimento adequado, ajardinamento, bordaduras, vasos para plantas, ou por qualquer outra forma que não afecte a dignidade própria do local, não podendo os mesmos ultrapassar o espaço próprio da sepultura.

Artigo 74.º
( Autorização prévia )

A realização por particulares de quaisquer trabalhos nos cemitérios fica sujeita a prévia autorização dos serviços da Junta de Freguesia competentes e à orientação e fiscalização destes.

Capitulo XIII

DA MUDANÇA DE LOCALIZAÇÃO DOS CEMITÉRIOS

Artigo 75.º
( Regimento legal )

A  mudança de um cemitério para terreno diferente daquele onde está instalado que implique a transferência, total ou parcial, dos cadáveres, ossadas, fetos mortos e peças anatómicas que aí estejam inumados e das cinzas que aí estejam guardadas é da competência da Junta de Freguesia.

Artigo 76.º
( Transferência do Cemitério )

No caso de transferência do cemitério para outro local, os direitos e deveres dos concessionários são automaticamente transferidos para o novo local, suportando a Câmara Municipal os encargos com o transporte dos restos inumados e sepulturas e jazigos concessionados.

Capitulo XIV

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 77.º
( Entrada de viaturas particulares)

Nos cemitérios é proibido a entrada de viaturas particulares, salvo nos seguintes casos e após autorização da Junta de Freguesia:

a)   Viaturas que transportem máquinas ou materiais destinados à execução de obras no cemitério;

b)   Viaturas ligeiras de natureza particular, transportando pessoas que, dada a sua incapacidade física, tenham dificuldade em se deslocar a pé.

Artigo 78.º
( Proibições no recinto do cemitério )

No recinto dos cemitérios é proibido:

a) Proferir palavras ou praticar actos ofensivos da memória dos mortos ou do    respeito devido ao local;

b) Entrar acompanhado de quaisquer animais;

c) Transitar fora dos arruamentos ou das vias de acesso que separam as sepulturas;

                               d) Colher flores ou danificar plantas ou árvores;

e) Plantar árvores de fruto ou quaisquer plantas que possam utilizar-se na alimentação;

f) Danificar jazigos, sepulturas, sinais funerários e quaisquer outros objectos;

                               g) Realizar manifestações de carácter político;

                               h) Utilizar aparelhos audio, excepto com auriculares;

                               i) A permanência de crianças, quando não acompanhadas.

Artigo 79.º
( Retirada de objectos )

Os objectos utilizados para fins de ornamentação ou de culto em jazigos e sepulturas não poderão ser daí retirados sem apresentação do alvará ou autorização escrita do concessionário, nem sair do cemitério sem a autorização de funcionário adstrito ao cemitério.

Artigo 80.º
( Realização de Cerimónias )

1.   Dentro do espaço dos cemitérios, carecem de autorização do Presidente da Junta de Freguesia:

a)   Missas campais e outras cerimónias similares;

b)   Salvas de tiros nas exéquias fúnebres militares;

c)   Actuações musicais;

d)   Intervenções teatrais, coreográficas e cinematográficas;

e)   Reportagens relacionadas com a actividade cemiterial.

2.   O pedido de autorização a que se refere o número anterior, deve ser feito com 24 horas de antecedência, salvo motivos ponderosos.

Artigo 81.º
( Incineração de objectos )

Não podem sair dos cemitérios, aí  devendo ser queimados, os caixões ou urnas que tenham contido corpos ou ossadas.

Artigo 82.º
( Abertura de caixão de metal )

1.   É proibida a abertura de caixões de zinco, salvo em cumprimento de mandado da autoridade judicial, para efeitos de colocação em sepulturas ou local de consumpção aeróbia de cadáver não inumado ou para efeitos de cremação de cadáver ou de ossadas.

2.   A abertura de caixão de chumbo utilizado em inumação efectuada antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 411/98 é proibida, salvo nas situações decorrentes do cumprimento de mandado da autoridade judicial ou então para efeitos de cremação de cadáver ou de ossadas.

Capitulo XV

FISCALIZAÇÃO E SANÇÕES

Artigo 83.º
( Fiscalização )

A fiscalização do cumprimento do presente regulamento cabe à Junta de Freguesia, através dos seus órgãos ou agentes, às autoridades de saúde e às autoridades de polícia.

Artigo 84.º
( Competência )

A competência para determinar a instrução do processo de contra-ordenação e para aplicar a respectiva coima pertence ao Presidente da Junta de Freguesia, podendo ser delegada em qualquer dos restantes membros que a compõem.

Artigo 85.º
( Contra-ordenações e coimas )

1.   Constitui contra-ordenação punível com coima de 50 000$00 a 750 000$,00 a violação das seguintes normas do Decreto-Lei n.º 411/98, de 30 de Dezembro:

a)   A remoção de cadáver por entidade diferente das previstas no n.º 2 do artigo 5.º;

b)   O transporte de cadáver fora de cemitério, por estrada ou por via férrea, marítima ou aérea, em  infracção ao disposto no artigo 6.º, n.º 1 e 3;

c)   O transporte de ossadas fora de cemitério, por estrada ou por via férrea, marítima ou aérea, em infracção ao disposto no artigo 6.º, n.º 2 e 3;

d)   O transporte de cadáver ou ossadas, fora de cemitério, por estrada ou por via férrea, marítima ou aérea, desacompanhado de fotocópia simples de um dos documentos previstos no n.º 1 do artigo 9.º;

e)   A inumação, cremação, encerramento em caixão de zinco ou colocação em câmara frigorifica de cadáver antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o óbito;

f)    A inumação ou cremação de cadáver fora dos prazos previstos no n.º 2 do artigo 12.º;

g)   A inumação, cremação, encerramento em caixão de zinco ou colocação em câmara frigorifica de cadáver sem que tenha sido previamente lavrado assento ou auto de declaração de óbito ou emitido boletim de óbito nos termos do  artigo 13º;

h)   A abertura de caixão de zinco ou de chumbo, fora das situações previstas no n.º1 do artigo 10.º;

i)     A abertura de caixão de zinco ou de chumbo para efeitos de cremação de cadáver ou de ossadas, de  forma diferente da que for determinada pela entidade responsável pela Junta de Freguesia;

j)     A inumação fora de cemitério público ou de algum dos locais previstos no n.º 2 do artigo 9.º;

k)   A utilização, no fabrico de caixão ou caixa de zinco, de folha com espessura inferior a 0,4 mm;

l)     A inumação em sepultura comum não identificada fora das situações previstas no artigo 14.º;

m) A cremação de cadáver que tiver sido objecto de autópsia médico-legal sem autorização da autoridade judiciária;

n)   A cremação de cadáver fora dos locais previstos no artigo 18.º;

o)   A abertura de sepultura ou local de consumpção aeróbia antes de decorridos três anos, salvo em cumprimento de mandado da autoridade judiciária;

p)   A infracção ao disposto no n.º 2 do artigo 21.º;

q)   A trasladação de cadáver sem ser em caixão de chumbo, nos casos previstos no n.º 2 do artigo 22.º, ou de zinco com a espessura mínima de 0,4mm.

2.   Constitui contra-ordenação punível com uma coima mínima de 20 000$00 e máxima de 250 000$00, a violação das seguintes normas de Decreto-Lei n.º 411/98, de 30 de Dezembro:;

a)   O transporte de cinzas resultante da cremação de cadáver ou de ossadas, fora de cemitério, em recipiente não apropriado;

b)   O transporte de cadáver, ossadas ou cinzas resultantes da cremação dos mesmos, dentro de cemitério, de forma diferente da que tiver sido determinada pela Junta de Freguesia;

c)   A infracção ao disposto no n.º 3 do artigo 12.º;

d)   A trasladação de ossadas sem ser em caixa de zinco com a espessura mínima de 0,4mm ou de madeira.

3.   A negligência e a tentativa são puníveis.

4.   Constitui contra-ordenação punível com coima mínima de 50.000$00 a 500.000$00 a inumação, exumação, a colocação de objectos e a realização de obras sem autorização da Junta de Freguesia e o pagamento das respectivas taxas.

5.   Em tudo o mais para que não exista sanção especial, é aplicada a coima de 25.000$00 a 250.000$00.

Artigo 86.º
( Sanções acessórias )

1.   Em função da gravidade da infracção e da culpa do agente, são aplicáveis, simultaneamente com a coima, as seguintes sanções acessórias:

a)   Perda de objectos pertencentes ao agente;

b)   Interdição do exercício de profissões ou actividades cujo exercício dependa de título público ou de autorização ou homologação de autoridade pública;

c)   Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento esteja sujeito a autorização ou licença de autoridade administrativa;

d)   Suspensão de autorizações, licenças e alvarás.

2.  É dada publicidade à decisão que aplicar uma coima a uma agência     funerária.

    

Capitulo XVI

 DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 87.º
( Omissões )

As situações não contempladas no presente regulamento serão resolvidas, caso a caso, pela Junta de Freguesia.

Artigo 88.º
( Entrada em vigor )

Este Regulamento entra em vigor após aprovação pela Assembleia de Freguesia e publicação por meio de éditos afixados nos lugares de estilo e em dois dos jornais mais lidos no município.

Aprovada em reunião da Junta  de Freguesia celebrada em 30-11-2000

Aprovado em reunião da Assembleia de Freguesia de 29-12-2000

Aprovada alteração do Artigo 85º com inclusão dos nºs 4 e 5, em reunião da Assembleia de Freguesia de 27-04-2001.



JUNTA DE FREGUESIA DE OLAIA  - TORRES NOVAS

Alterações

Nos termos da alínea M) do artigo 15º- Decreto-Lei nº 100/84 de 29 de Março, artigo 5º e nº 4 do artigo 6º, ambos da Lei nº 23/97 de 2 de Julho, deliberou a Assembleia de Freguesia em sessão ordinária realizada no dia 27 de Abril de 2001, proceder à alteração ao regulamento dos Cemitérios Paroquiais da Freguesia de Olaia, do seguinte modo:

Artigo 85º (Contra-ordenações e coimas)

4º - Constitui contra-ordenação punível com coima mínima de 249,40€ a 2.494,00€ a inumação, exumação, a colocação de objectos e a realização de obras sem autorização da Junta de Freguesia e o pagamento das respectivas taxas.

5º - Em tudo o mais para o qual não exista sanção especial, é aplicada a coima de 124,70€ a 1.247,00€.